domingo, julho 11, 2010

Confissões

Daquelas costas tão fartas

Que eu muito acariciei

Ainda guardo o mapa

Das curvas que eu desenhei



Aquela boca carnuda

Que me tentou a beijá-la

Tomou-me a respiração

Quando tentei sufocá-la



As tuas pernas tão fortes

Num gesto descomunal

Me prendiam me laçavam

Feito uma cobra coral



És ninfa de mil encantos

Orfeu dos meus pensamentos

Tu és sentença e juiz

De todos os meus sentimentos


Antônio José Xavier (Apolo)



P.S.: Paixão! Eis a alegria e desgraça do ser humano. Ela constrói e destrói, dá, tira, torce e remói...

Promessas

Existem certas promessas

Que deixei de acreditar

Melhor não prometer nada

Pra não se juramentar


Quando se promete muito

Sempre se tende ao fracasso

No início é muito cômodo

Depois vira um embaraço


Aquele que não promete

É sempre mais cuidadoso

Tem uma vida tranqüila

E farta de muito gozo


Se tudo está indo bem

É melhor manter assim

Do que prometer um mundo

Pra não dar nada no fim


Às vezes quem não promete

Acaba fazendo mais

Do que quem tudo promete

E nem a metade faz


Antônio José Xavier (Apolo)

Ninguém ama mais do que os bêbados...

O álcool em tuas veias
O sentimento vai dominando,
O efeito vai chegando
Vou caindo em tuas teias,
Não importam se são feias,
Boas ou más situações.
Baco incendeia os corações
Suas vinhas no peito derrama,
Pois só o bêbado é que ama
Com a melhor das intenções.

Não cabemos em nós, de tamanha felicidade!!!

Gente, é sabido que eu não tenho nenhuma pretensão poética! Na verdade, comecei esse blog mais para dar apoio moral para minha amiga Ariadnée, que é uma das minhas amigas/poetisas que mais admiro {Tem a Jonara também, que amo e amo!].
Eis a minha felicidade quando abro o twitter e vejo o Tárcio falando de nosso bloguinho!
Mal sabia eu que a traquinagem dele tinha sido bem maior!
E fiquei muito feliz ao ver que em um de seus blogs, o Raimundo Pajeú (um dos nossos indicados à esquerda) ele nos deu esse presentinho, que nunca iremos esquecer, bem como nunca teremos como retribuir à altura!!!

Gente, ele simplesmente ilustrou nossas poesias, o que ficou lindo, e diga-se de passagem, a nossa cara! E falou bem de nosso bloguinho tbm!! XD
Vocês não podem entender a dimensão de nossa felicidade, ao sermos reconhecidos por alguém do porte cultural de nosso querido amigo Tárcio José, mas para entenderem melhor, dêem uma olhada em dois de seus ótimos blogs [que são muitos hehehe]:
http://raimundopajeu.blogspot.com/
http://www.tuparetama.blogger.com.br/
E no Fotoblog: http://www.tarcioviuassim.blogspot.com/

Bjinho a todos,
e não deixem de conferir os blogs de Tárcio!

sábado, julho 10, 2010

Profanação I

Se eu fosse algum santinho
Teria outra morada
Bem ao ladinho de Deus
Só vigiando a moçada

Mas para ser bem sincero
Sou fraco na vocação
De cuidar de pecadores
Prefiro outra profissão

É que ainda estou bem longe
Dessa tal evolução
Tô mais para o Moulin Rouge
Pra farra pra diversão

Então não espere muito
Não crie expectativas
Contrariando o poeta
“Sou aquilo que cativas”

Antônio Xavier (Apolo)

Profanação II

São Pedro estando sentado

A direita de Deus Pai

Disse: Senhor minha fé

Balança e quase cai

*

E Deus Todo-Poderoso

Com um semblante abismado

Diz: Meu filho é assim mesmo

Nem tudo é pra ser sagrado

*

Então aparece um Anjo

Vestido de drag Queen

Pra proclamar uma reve

Na turma dos anjos teen

*

Deus e São Pedro se animam

No ato daquela festa

Agarraram-se um ao outro

E dançam testa com testa


Antônio José Xavier (Apolo)

sexta-feira, julho 09, 2010

Sem Sentido

O triste fim do caminho
É um vazio profundo
É algo assim sem sentido
Como perdido no mundo
*
Nada vale muito a pena
Tudo é muito fabricado
As coisas vão acabando
E o resto fica de lado
*
E como um deslocamento
Tudo vai se dissipando
No fim não resta mais nada
Foi tudo um grande engano
*
Revoltas vão despertando
Num painel de não-querer
Se o adeus já é tarde
Melhor deixar-se esquecer
*
Cansados seguem os pobres
Sem espírito e sem razão
Sem casa vida ou destino
Sem medo sem coração
*
P.S.: Minha primeira publicação oficial aqui, bem esse é mais um dos momentos um tanto doloridos em minha vida por isso essa poesia vem bem a calhar...
*
Antônio José Xavier (Apolo)

Haikais da Madrugada

Posso ver forma,
Porém não o conteúdo!
Isso me deforma...

Quando o ignoro,
Finjo gostar, desgosto...
Silêncio sonoro.

Ele tem coleira
Tem dona, namorada!
E eu aqui sem eira...

Importa isso?
Se nem o conheço bem...
Por que o cobiço?

Difícil saber...
Mas se continuar assim
Vou enlouquecer!

Diana Athenas

quinta-feira, julho 08, 2010

Verdades

O mundo pertence aos tolos
Assim como me pertence
A vida me dá mil bolos
Mas nada disso me vence

De toda a sorte que tive
Pouco ou nada me restou
Se não tenho muita sorte
Pra sorte pouco me dou

Se a vida é pra se seguir
Sigo a minha caminhada
Cada degrau que venci
Diminui minha jornada

Lembranças são agulhinhas
Que ferem agente por dentro
Por vezes lembrar faz bem
Por vezes é um tormento

Se eu já amei e sofri
Também fiz alguém sofrer
Vou continuar amando
Mesmo depois que eu morrer

Antônio José Xavier (Nosso Apolo!)

Gostaram? E se eu disser que ele é o nosso mais novo Deus?
pois é amiguinhos, estamos ganhando mais um aliado!
Ele me disse: "minhas poesias são todas muitos profanas ou muito melosas, ou as duas coisas..."
Porra!!! è assim que a gente gosta!!! hehehehe
Bem Vindo ao Olimpo Apolooooo!!!
Bjo a todos!

quinta-feira, julho 01, 2010

Glaucoma

Mudo,assanhado, tísico, enlouquecido
Carente, envolvente, intenso e descabido...
Lúcifer redivivo a me tentar!
Suas formas cilíndricas a mostrar,
Vasta floresta que tenho que explorar.
Já viste rigidez tamanha?
Podes ver o pico da montanha?
Que congela por ti, mesmo caliente!
E os fluidos a reluzir virtualmente...
O Glaucoma que ora me cega os sentidos!
Promessa a qual não devo dar ouvidos,
Obsessão que não quero alimentar nem posso,
Não se preocupe, é um segredinho nosso...