terça-feira, outubro 19, 2010
Relaxe... Eles nunca saberão
quarta-feira, outubro 13, 2010
Tão real...
sentires a temperatura,
Daquele que nunca viste,
Que nem sabes se existe?
Pois tragam-me camisa de força,
Que nunca nenhuma outra moça
Será a musa das Tamarindeiras,
Iludida, sem eiras e beiras...
Pois no auge do meu torpor,
Nunca senti tamanho ardor,
O toque dos seus doze dedos,
A entrega, sem ânsias, sem medos
Pois entre o pavão exibicionista
E a tartaruga nunca antes vista,
Quero antes tê-la nua em pelos,
Fazê-la pente a roçar-me os cabelos,
Para depois quedar-me em seu peito,
Sentindo no colo o enlace perfeito.
Diana Athenas
sábado, outubro 09, 2010
Desabafo
Cobra!
Sonsa!
Afaste-se de mim, traiçoeira!
Sorriso falso,
Olhos de raposa...
Afaste-se!
Afaste-se de mim!
Retire sua máscara,
Já foste descoberta!
Deixe-me em paz,
Em meu recanto...
Aproveitadora,
Sanguessuga,
Falsária!
Saia daqui!
Afaste-se!
Afaste-se!
O asco me toma ao ouvi-la
A peçonha envenena-me os ouvidos.
Saia!
Saia!
Retire-se daqui!
Sua risada forçada me enlouquece...
Intrusa!
Falsa!
Ridícula!
Não diga que queres morrer,
Pois teria o prazer em fazê-la!
Daria tudo para não mais vê-la.
Suma da minha frente!
Saia!
Saia!
sexta-feira, setembro 24, 2010
Origens
Velhos muros da memória levantam-se
Em meio as terras ressequidas da mente
E os painéis de cores desbotadas surgem
Para contar as histórias dessa pobre gente
Um castelo de afrescos medievais escuros
Paira sorrateiramente por entre a luz do luar
Ditando causos dores pensamentos mortos
Deste povo que persistentemente está por cá
Cruzaram o oceano em tempo supersticioso
Para ditar mandar e certamente vir dominar
Com suas naus bravias e escudos gloriosos
Trazendo toda está boa herança velha e má
E eis que então aquele sangue sabor mouro
Realizou fusão com os legítimos proprietários
E as madonas sem roupa e com muitas penas
Entregaram-se em troca de uns poucos agrados
De repente veio o novo sangue das savanas
E eis que surge uma nova mistura de cor parda
Passaram-se os janeiros formaram-se as origens
Então estamos nós aqui formando esta cambada
P.S.: Uma palinha de um trecho do novo texto teatral que estou escrevendo para desenvolver com o PROARTE (Grupo de Teatro do Projovem Tuparetama).
quarta-feira, setembro 15, 2010
Hoje
Hoje é dia pra chorar
Hoje é dia pra gemer
Hoje é dia pra gritar
Hoje é dia pra esquecer
Hoje eu quero desviar
Hoje eu quero decompor
Hoje eu quero ser mais livre
Hoje eu quero um novo amor
Hoje eu vou cair na farra
Hoje eu vou pensar melhor
Hoje eu vou dizer adeus
Hoje eu vou ser bem maior
Hoje eu quero ter coragem
Hoje eu quero ver presença
Hoje eu quero rir de tudo
Hoje eu quero outra sentença
Hoje eu seguirei vencendo
Hoje eu nem te conheci
Hoje eu sinto que sou forte
Hoje eu sei que te esqueci
sexta-feira, setembro 10, 2010
Cúmplices?! Eis meu direito de resposta
Inveja sentem...
Por mais que tentem
A verdade é relativa,
O coração cativa
A verdade é manipulável,
O amor inimputável,
Acredita em tua "Diva"...
quinta-feira, setembro 02, 2010
Pouca Vergonha
Indeciso confuso e enganado
É assim que estou vivendo agora
Eu queria apagar dessa memória
As lembranças que teimam em voltar
Mas se todo o meu mal é te amar
Eu aceito esse fardo consciente
Pois a dor de amor machuca agente
Mesmo assim nos deixamos machucar
Voluntariamente eu me entrego
A estas tuas vontades e caprichos
Que disfarçadamente não são vistos
De maneira que eu possa suportar
Já não sei quem de nós é mais imundo
Nessa pouca vergonha amorosa
Se é você que usa como quer
Se sou eu empregando vista grossa