sexta-feira, setembro 24, 2010

Origens

Velhos muros da memória levantam-se

Em meio as terras ressequidas da mente

E os painéis de cores desbotadas surgem

Para contar as histórias dessa pobre gente


Um castelo de afrescos medievais escuros

Paira sorrateiramente por entre a luz do luar

Ditando causos dores pensamentos mortos

Deste povo que persistentemente está por cá


Cruzaram o oceano em tempo supersticioso

Para ditar mandar e certamente vir dominar

Com suas naus bravias e escudos gloriosos

Trazendo toda está boa herança velha e má


E eis que então aquele sangue sabor mouro

Realizou fusão com os legítimos proprietários

E as madonas sem roupa e com muitas penas

Entregaram-se em troca de uns poucos agrados


De repente veio o novo sangue das savanas

E eis que surge uma nova mistura de cor parda

Passaram-se os janeiros formaram-se as origens

Então estamos nós aqui formando esta cambada



P.S.: Uma palinha de um trecho do novo texto teatral que estou escrevendo para desenvolver com o PROARTE (Grupo de Teatro do Projovem Tuparetama).

2 comentários:

Diana Athenas disse...

Toin tá ótima meu filho!
e vc não precisa de aprovação não meu querido, tudo q vc toca vira ourooooo!
lindo, muito sucesso!
A peça será ótima, tenho plena certeza disso!

Antônio José Xavier (Apolo) disse...

-Sua opinião SEMPRE será importante pra mim Di. afinal você que tem tão sublime domínio sobre as palavas me dizendo isso me deixa hiper feliz! Brigadão viu.

:-)