domingo, julho 11, 2010

Confissões

Daquelas costas tão fartas

Que eu muito acariciei

Ainda guardo o mapa

Das curvas que eu desenhei



Aquela boca carnuda

Que me tentou a beijá-la

Tomou-me a respiração

Quando tentei sufocá-la



As tuas pernas tão fortes

Num gesto descomunal

Me prendiam me laçavam

Feito uma cobra coral



És ninfa de mil encantos

Orfeu dos meus pensamentos

Tu és sentença e juiz

De todos os meus sentimentos


Antônio José Xavier (Apolo)



P.S.: Paixão! Eis a alegria e desgraça do ser humano. Ela constrói e destrói, dá, tira, torce e remói...

Promessas

Existem certas promessas

Que deixei de acreditar

Melhor não prometer nada

Pra não se juramentar


Quando se promete muito

Sempre se tende ao fracasso

No início é muito cômodo

Depois vira um embaraço


Aquele que não promete

É sempre mais cuidadoso

Tem uma vida tranqüila

E farta de muito gozo


Se tudo está indo bem

É melhor manter assim

Do que prometer um mundo

Pra não dar nada no fim


Às vezes quem não promete

Acaba fazendo mais

Do que quem tudo promete

E nem a metade faz


Antônio José Xavier (Apolo)