Daquelas costas tão fartas
Que eu muito acariciei
Ainda guardo o mapa
Das curvas que eu desenhei
Aquela boca carnuda
Que me tentou a beijá-la
Tomou-me a respiração
Quando tentei sufocá-la
As tuas pernas tão fortes
Num gesto descomunal
Me prendiam me laçavam
Feito uma cobra coral
És ninfa de mil encantos
Orfeu dos meus pensamentos
Tu és sentença e juiz
De todos os meus sentimentos
Antônio José Xavier (Apolo)
P.S.: Paixão! Eis a alegria e desgraça do ser humano. Ela constrói e destrói, dá, tira, torce e remói...