segunda-feira, julho 12, 2010

Menino

Menino

Menino que é puro

Despido no escuro

Pra ninguém notar


Menino

Com intensidade

Prazer e vontade

Para se entregar


Menino

Olhar de doçura

Corpo em fervura

Quer experimentar


Menino

Não faça esse gesto

É quase um protesto

Para me tentar


Menino

Assim não resisto

Ou para com isso

Ou não vou parar


Antônio José Xavier (Apolo)


P.S.: Essa vai pra quem espia de longe... Promessa é dívida.

domingo, julho 11, 2010

Confissões

Daquelas costas tão fartas

Que eu muito acariciei

Ainda guardo o mapa

Das curvas que eu desenhei



Aquela boca carnuda

Que me tentou a beijá-la

Tomou-me a respiração

Quando tentei sufocá-la



As tuas pernas tão fortes

Num gesto descomunal

Me prendiam me laçavam

Feito uma cobra coral



És ninfa de mil encantos

Orfeu dos meus pensamentos

Tu és sentença e juiz

De todos os meus sentimentos


Antônio José Xavier (Apolo)



P.S.: Paixão! Eis a alegria e desgraça do ser humano. Ela constrói e destrói, dá, tira, torce e remói...