quinta-feira, maio 26, 2011

Re-Conto de Fadas

Suspira a bela donzela

Numa agonia sem fim

E em seu peito palpita

“Ah esse amor, longe de mim”


E seus cabelos ao vento

Como girassóis no ar

Enquanto canta baixinho

“Ah esse amor, deixa acabar”


A moça sobre a janela

Que se debruça a olhar

Sussurra pro horizonte

“Ah esse amor, vou ver passar”


Mulher bonita e faceira

Causa de muitos encantos

Revela firme e ligeira

“Ah esse amor, chega de prantos”


E nesses contos de fadas

Cada uma em sua história

Deixa escapar num assobio

“Ah esse amor, não me traz glória”



2 comentários:

TARCIO VIU ASSIM disse...

São os contos de fadas dos amores contemporâneos. Inteligente e sarcástico este poema!

Antônio José Xavier (Apolo) disse...

-Brigadão amigo! São as casualidades modernas, rsrsrs...