segunda-feira, março 14, 2011
domingo, março 13, 2011
Sobre o Meu Olhar
Esses meus olhos são como janelas
Por vezes estão abertos
Em outras prefiro fechá-los
Olhos semi-retos
Esses meus olhos vêem muito ou pouco
Se não quero ver eu vejo
Se quero ver não consigo
Olhos de desejo
Esses meus olhos brilham ou apagam-se
Brilham quando não percebo
Apagam-se para que eu possa sentir
Olhos de mancebo
Esses meus olhos são espertos e tolos
Espertos para perceber os erros
E tolos por sempre cometê-los
Olhos de exageros
Esses meus olhos me traem e me iludem
A ilusão é boa
Enquanto não é sentida
Olhos à toa
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Sobre os Dias
Os dias passam ligeiros
São dias soltos maneiros
Pesados de imensidão
Meticulosos faceiros
Os dias são liberdade
São choro são desespero
Também são a plenitude
Da superação do erro
Os dias são dos amores
Dos finais dos recomeços
São também dos pensamentos
De se pagar altos preços
Dias para ouvir a música
Pra contemplar a manhã
Para gerar um bom filho
Pra manter a mente sã
Dias de impulsividade
De grito paixão verdade
Todos os dias são lindos
Dias de felicidade
domingo, fevereiro 20, 2011
O Brinquedo
Começou a brincadeira
Tá na hora de brincar
Eu sempre fui o brinquedo
Então pode abusar
Depois de tantas brincadas
Acabei me conformando
Agora não há mais choro
Mas também não há engano
Vamos lá faça uma roda
Brinque o quanto quiser
Eu aproveito o que posso
Enquanto você me quer
Nas noites de solidão
Quando não há outro alguém
Você chega sorrateiro
Brinca e diz que me quer bem
Mas como todo brinquedo
Quando já está velhinho
Você me deixa de lado
E escolhe outro mais novinho
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Poema da Incerteza
Talvez eu realmente seja culpado
Talvez eu realmente mereça
Talvez eu realmente tenha agido mal
Talvez não tenha dado o suficiente
Talvez...
A dor da perda é uma dor ácida
Ela forma buracos em nossa alma
É como uma história inacabada
Um filme sem o final
E eu fico me perguntando
Talvez se eu tivesse agido diferente
Talvez...
Talvez...
Talvez...
E as incertezas vão ficando
E o telefone só chama ai
Tun...
Tun...
Tun...
E me vem aquele nome grego na memória
Acho que preciso evoluir
Ainda não assim
Tão forte como você