quinta-feira, fevereiro 03, 2011

O Homem Invisível

Ele

O homem que ninguém vê

Trama coisas junto a mim

Que eu não compreendo


Ele

Que me oferta esperanças

Me deixa acreditar na felicidade

E imediatamente a tira de mim


Ele

Me faz perceber o quanto sou frágil

Sem que possa enxergar grandes perspectivas

Tudo isso será culpa dele ou minha?


Ele

Aquele homem que me faz sorrir

E que me vê chorar

Impassivelmente me deixa ser o que sou


Ele

Eu nunca o vi

Talvez já o tenha sentido e nem percebi

Mas Ele está lá

(IMPASSIVELMENTE ESTÁ LÁ A ME OBSERVAR)


segunda-feira, janeiro 31, 2011

O Rio

Aquele rio tem causos

Tem histórias poesia

É testemunha ocular

Das coisas que a terra cria


Aquelas águas que correm

Abrindo rumos caminhos

Levam consigo as lembranças

De amores dores destinos


O seu silêncio contido

Traz também a esperança

Traz fartura traz riqueza

Nos pastos por onde alcança


Nunca me esqueci do rio

Tampouco ele me esqueceu

Cada um com seu destino

Ele o seu e eu o meu


As suas águas banharam

Dos jovens as matriarcas

E continuam seguindo

Carimbando suas marcas


sábado, janeiro 29, 2011

Aquele Que Se Foi

Ele tinha os olhos verdes

Olhos verdes de oceano

Verdes como uma floresta

Verdes como a dor do engano


Ele tinha mil palavras

E versos e encantamentos

Como a Iara do rio

Cobiçando os desatentos


Ele queria voar

E de fato ele voou

Vou tanto voou longe

Que levou o seu amor


Ele gostava de números

Era quase um poliglota

Tinha uma cor tão alvinha

Que quase que se desbota


Ele veio como um vento

E como um vento partiu

Deixando as folhas secas

Como prova que sumiu


quinta-feira, janeiro 27, 2011

Poucas Palavras de Amor

Ele queria um amor

Ele queria ardor

Queria furor

Queria asas


Sim ele voou

Ele amou

Ele superou

E perdoou


Queria olhar

Ariscar

Se entregar

Acreditar


E ao acreditar

Ele veio a acertar

Para então saber

O que é amar


Agora pode confiar

E sonhar

Para não precisar

Chorar